Responsavel do FBI: As empresas devem ajudar-nos "acima de tudo a eliminar a criptografia '

O debate sobre a criptografia irrompeu novamente nesta  quarta-feira no  Capitol Hill , com um responsável  do FBI a explicar  que o desafio das forças de segurança  está  em trabalhar com empresas  tecnológicas "para construir soluções que  previnam o uso de   criptografia acima de tudo."

À primeira vista, o comentário de Michael B. Steinbach, director-assistente na Divisão de Contraterrorismo do FBI, pode parecer ir mais longe do que o proprio  director do FBI, James B. Comey.

A criptografia,   tecnologia amplamente utilizada para proteger a informação digital de forma a  que somente utilizadores  autorizados possam descodificá-la, é "uma coisa boa", Afirma o director do FMI  Comey, ao mesmo tempo que pretende que que o governo tenha  a capacidade de a contornar.

Mas o testemunho de Steinbach também sugere  que as empresas não devem colocar  a criptografia à disposição dos seus clientes, devem  sobretudo ter como prioridade as questões de segurança nacional -na realidade o que se pretende é  a prevenção do uso da tecnologia que protege basicamente tudo o que as pessoas fazem online.

"A privacidade, acima de todas as outras coisas, incluindo a segurança e o combate ao  terrorismo, não é o caminho que  queremos seguir", afirmou  Steinbach. Ele  contestou ainda a utilização do termo  "backdoor" utilizado  por especialistas para descrever essas formas  de acesso. "Nós não pretendemos utilizar "backdoors"  ou ser nefastos", argumentou, dizendo que a agência quer ser capaz de aceder  ao conteúdo depois de passar por um processo judicial.

A luta política sobre criptografia vem desde os anos 90. Mas o debate ganhou nova dimensão  após as revelações feitas por Edward Snowden sobre a espionagem  do governo dos USA feita pela Agência de Segurança Nacional.

No seguimento  desses relatórios, as empresas de tecnologia - principalmente a Apple com o iPhone - têm elevado a protecção dos utilizadores recorrendo a  criptografia, em alguns casos automaticamente , utilizando técnicas  de criptografia denominadas end-to-end. protecção end-to-end significa que apenas o remetente e o destinatário podem desbloquear as comunicações , as  empresas  não podem fornecer acesso ás forças de segurança, mesmo  com uma ordem judicial legítima.

Apesar dos depoimentos como de  Steinbach ,os  adversários dos  "backdoors" parecem estar a ganhar terreno: No início desta semana, a Câmara aprovou duas alterações sobre a questão ,  a primeira, dos Representantes   Zoe Lofgren (D-Calif.) E Ted Poe (R-Tex.), Impedira o governo de forçar as empresas a alterar as suas medidas de segurança para espionar os utilizadores  -. excepto  quem já é obrigado a cumprir com a lei das escutas existente a outra, do representante  Thomas Massie (R-Ky.), Iria parar de financiar a agência que estabelece os  padrões de criptografia se os fundos  forem utilizados para consultas  com a NSA, a menos que seja para  reforçar, em vez de enfraquecer, a segurança da informação..

 

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